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Casos de furto de petróleo para refino clandestino disparam em 2017

Os casos de furto de petróleo para refino clandestino da matéria-prima dispararam neste ano no Brasil. Foram registradas 78 ocorrências de janeiro a maio, superando os 72 registros do ano passado, a maior parte concentrada na Baixada Fluminense. Em 2015, houve 14 casos enquanto que, em 2014, apenas 1.
Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma inspeção em uma fábrica de solventes e encontrou petróleo cru em um tanque que deveria armazenar um tipo de óleo combustível essencial na linha de produção, a gasolina e o óleo diesel.
Os engenheiros e químicos do Centro de Pesquisa da Petrobras analisaram as características de uma mostra de óleo (os tipos de rocha, sedimentos e matéria orgânica que formam a "identidade" do reservatório) e descobriram a origem do petróleo encontrado na refinaria clandestina. 

A Petrobras tem 15 mil quilômetros de dutos para transportar petróleo e derivados como gasolina, óleo diesel e nafta - que é usada, por exemplo, na fabricação de plásticos. A maioria dos furtos está concentrada entre o Rio de Janeiro e São Paulo, onde ficam 70% dos oleodutos.
“As investigações estão focando, principalmente, nas quadrilhas que receptam para utilizar os produtos”, diz o delegado Pablo Sartori, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Só no ano passado foram furtados 14 milhões de litros, o equivalente a 350 caminhões-tanque carregados, que geraram um prejuízo de R$ 33,5 milhões. A suspeita é de que haja o envolvimento de funcionários da Petrobras.
“Nós não podemos descartar o envolvimento de qualquer pessoa”, diz a gerente-executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, Regina de Luca.

 Buracos no chão

Em meio a fazendas e estradas de terra desertas, os criminosos abrem buracos no terreno até encontrar os dutos, enterrados a quase 2 metros de profundidade e dão início a uma operação arriscada.
 
Eles perfuram dutos de alta pressão e conseguem desviar o combustível até um caminhão-tanque. O método é chamado de trepanação. “Essa trepanação é feita com uma válvula específica para conter a pressão. E contendo a pressão é possível retirar o combustível de uma forma que ele possa encher o caminhão”, diz o delegado titular delegacia do meio ambiente, Roberto Gomes Nunes.
Na área rural, as investigações mostram que saíam - praticamente todas as noites - pelo menos, 10 caminhões-tanque carregados de combustível. 

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